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Published On:sábado, 23 de junho de 2012
Postado Por José Silva

EUA: cristãos resgatam vítimas de tráfico sexual


 Grupos religiosos estão a começar a resolver o problema do tráfico de sexo nos Estados Unidos, no entanto, atualmente só existe um punhado de albergues para as vítimas.
     Até os peritos admitem que estão apenas a começar a aprender maneiras melhores de prestação de auxílio. A CBN News visitou recentemente um albergue na Carolina do Norte para ver a ajuda que as vítimas têm na sua recuperação.
     Apesar das persistentes noites frias nas ruas de Nashville, muitas adolescentes e jovens estão dispostas a vender-se.
     Por todo o Estado, uma dezena de voluntários do Ministério Esperança de Raabe tem um plano de busca e salvamento. Eles concentram-se nas vítimas do tráfico em Nashville, tentando alcançar o maior número possível.
 
     Às vezes, não se consegue encontrar as vítimas de tráfico nas ruas. Então, onde encontrá-las? A Esperança Raabe descobriu que muitas vezes estão apenas a um telefonema de distância.
     "Nós começámos a procurar nas páginas da Internet e vimos centenas de anúncios. Pode-se escolher qualquer cidade e ver anúncio após anúncio", disse Emily Fitchpatrick, fundadora da Esperança de Raabe
     Emily Fitchpatrick, fundou a Esperança de Raabe, assim como a Casa Esperança, um albergue para as vítimas deste tráfico.
     "Nós vimos anúncios de jovens que desconfiámos que eram menores. Embora os anúncios dissessem que tinham 19 anos, elas pareciam ter 12 ou 13 anos", disse Fitchpatrick.
     Voluntários da Esperança Raabe começam com a oração e continuam a orar enquanto fazem as chamadas. Cada um tem um parceiro de oração ao lado.
     Eles também têm uma lista de recursos na cidade e trabalham num guião que identifica o nível de controlo exercido por cada proxeneta sobre as meninas.
     "Nós devemos abordá-las com cuidado, dizendo abertamente que quais que sejam as suas necessidades estamos ali. Se elas não estão prontas para sair não podemos fazer nada, mas tivemos garotas que disseram 'eu não estou pronta para sair, mas eu vou ficar com o seu número'  e depois telefonaram dizendo: 'Estou pronta'", disse Fitchpatrick.
     Desde a sua criação, a Esperança de Raabe telefonou a novecentas e oitenta vítimas em 19 cidades. Fez-se mais de uma centena de chamadas de acompanhamento e resgatámos quatro meninas, uma das quais está agora na universidade.
     Muitas das que são contactadas negam estar a ser traficadas, porém outras admitem os horrores em que vivem.
     "Há meninas que, assim que lhes dizemos, ‘Há algo por que queres que oremos?' irrompem em lágrimas, "Eu odeio fazer isso", dizem, expressou Kim Kern, uma voluntária da Esperança de Raabe.
     Uma das vítimas com que Kim conversou, confessou que estava grávida de seis meses.
     Kim conseguiu ajudá-la a pensar nas suas opções e a orar por ela, mas mesmo Kim, que fez chamadas durante meses, se enchia de emoção no final dos diálogos.
     Por outro lado, a voluntária Michelle Kent, conseguiu motivar uma das vítimas que compartilhou o seu sonho de voltar a estudar.
     "Posso saber ao falar contigo que és uma mulher muito inteligente, e podes conseguir o que desejas. Posso saber, pois eu posso escutar isso na tua voz", disse Kent.
     Se o trabalho Esperança de Raabe parece difícil não é nada comparado com o da sua organização irmã, Casa Esperança, localizada numa parte remota da Carolina do Norte.
     O albergue é somente para algumas pessoas de cada vez. O diretor John Parrish, admite que o processo de restauração é mais duro do as pessoas imaginam.
     "Não se trata de números, é ir um por um, cara a cara. É um ou dois anos que dura este processo de redenção ", explicou Parrish.
     A vida diária na Casa Esperanza inclui muito aconselhamento e acompanhamento informal. As meninas também recebem educação e terapia, bem como desfrutam de novos hobbies como trabalhar em joalharia.
     Em todo o país, grupos locais de Cristãos querem ajudar a combater o tráfico humano, aprendendo com o que acontece aqui.
     Fitchpatrick diz que frequentemente recebe chamadas e pedidos de igrejas que querem abrir os seus próprios albergues.
     Um conselho? O trabalho não é fácil e o compromisso deve ser profundo.
     "Há dias em que eu pergunto porque fazemos aquilo. Depois, há dias em que eu digo que estou muito feliz por fazer aquilo." Porque ao levar meninas para a Casa Esperança sinto que muito do que fazemos as estabiliza, as ajuda a aprender limites saudáveis e autoestima - elas sabem que há pessoas que se importam, pessoas que as querem ajudar", disse Fitchpatrick.
     Tanto para a Esperança de Raabe como para a Casa Esperança, encontrar, resgatar e restaurar vítimas é algo sério. É como uma maratona por cada menina. O trauma que sofreram é difícil de imaginar.
     Todavia estes obreiros dizem que cada resgate e restauração vale a pena.

Postado Por José Silva sábado, junho 23, 2012. em . Faça um comentário, que ficaremos felizes! .

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