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Published On:sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Postado Por José Silva

Casamentos pela internet tornam-se comuns nos EUA

“Casamentos pela internet” tornam-se comuns nos EUA
Uma reportagem do New York Times mostrou nesta semana que algo impensável alguns anos atrás está se tornando quase uma tendência nos Estados Unidos. E pode se espalhar pelo mundo: os casamentos via internet.
A noiva está em um país. O noivo, em outro. Os convidados estão cada um em sua casa. E o juiz de paz faz a  pergunta pelo microfone do computador:
“Aceita essa pessoa em casamento?”.
Tudo começou com os soldados norte-americanos estavam na guerra do Afeganistão e não sabiam se conseguiriam voltar vivos. Por isso, começaram a aproveitar os benefícios da tecnologia para oficializar o relacionamento e não deixarem a esposa desamparada caso o pior acontecesse.

A modalidade passou a ser chamada de “proxy marriage” [Casamento substituto] e está se popularizando bastante depois que os imigrantes passaram a adotar esses casamentos virtuais. Nestes casos, as pessoas se casam com os parceiros que estão em sua terra natal, sem precisar arcar com as despesas de viagem.
A ideia não é exatamente nova. Séculos atrás eram comuns entre a nobreza. A diferença é que eram feitos por cartas, uma espécie de procuração. No início de século passado casamentos via telégrafo também foram documentados.
Obviamente os avanços nas telecomunicações e as novas versões de programas como  Skype e Google Hangouts ajudaram muito no crescimento destes eventos. A empresa Proxy Marriage Now, sediada na Carolina do Norte, afirma que já realiza entre  400 e 500 casamentos por ano. Fundada há sete anos, seu crescimento anual é de aproximadamente 15%.
Em certos estados americanos, o casamento via internet não é reconhecido oficialmente. Em outros, apenas os soldados podem fazer a cerimônia dessa maneira.
A prática é tão nova que algumas autoridades de imigração temem que não existam leis que possam impedir que seja usada para casamentos falsos, cujo objetivo é apenas garantir a cidadania de alguém que está em outro país.  .
Mas os Estados Unidos não são o único lugar onde eles estão acontecendo. Há registros do reconhecimento desta prática em países islâmicos. Afinal, a prática do casamento por procuração é muito difundida entre os muçulmanos e teria  apoio no Alcorão.
“Depois de todos estes avanços na tecnologia e diferentes  tipos de ferramentas de telecomunicações, os estudiosos chegaram à conclusão de que é algo aceitável”, disse o imã Ali Shamsi, responsável por um centro muçulmano em Nova York.
Com informações New York Times.

Postado Por José Silva sexta-feira, novembro 01, 2013. em , . Faça um comentário, que ficaremos felizes! .

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