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Published On:quinta-feira, 21 de junho de 2012
Postado Por José Silva

O que Pedro nunca tinha experimentado


Uma coisa que o crente depressa descobre é que "Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos... diz o Senhor» (Is.55:8). Nem sempre nos é fácil descobrir a vontade do Senhor, ou discernir qual o seu alvo em certas circunstâncias, e faz parte da nossa educação espiritual o investigar o que Ele tem para nós nas circunstâncias em que nos encontrarmos.

Em Mateus 14:22,36 lemos que o Senhor tinha dito aos Seus discípulos para irem para o outro lado do lago no seu barco. Naturalmente pensavam que, como o Senhor lhes tinha dito isso, tudo deveria correr às mil maravilhas! Mas foi precisamente o contrário! O Senhor mandou-os para o meio duma grande e medonha tempestade! O Senhor tinha-se enganado?

Não temos nós tido a mesma experiência? Ouvimos tão claramente a voz do Senhor, obedecemos esperando que tudo seja bom, e encontrámo-nos no meio da maior confusão! Quantas dúvidas, quantas ideias, quantas horríveis tentações não nos encheram a mente e coração, e muitas vezes acabamos convencidos de que foi a voz do diabo que ouvimos e não a do Senhor!

Os discípulos fizeram o que qualquer homem teria feito, tentaram sair dessa situação quanto antes. Mas, não podiam, pois fatigavam-se em remar e parece que não faziam progresso. O seu alvo era um, e o do Senhor era outro; eles queriam SAIR dessa tempestade, e o Senhor queria ensinar-lhes alguma coisa NELA.

Quão depressa desejamos livrar-nos das provações!

Muitas vezes, com a nossa pressa, perdemos a revelação que o Senhor tinha para nós. Quando nos encontrarmos em tais circunstâncias, descansemos e deixemos soprar o vento, esperemos na escuridão e perguntemos «Senhor, o que tens Tu nisto para mim?» A revelação virá. Há duas coisas que não devemos fazer: entrar em pânico e voltar para trás. Isso só trará mais confusão.

Estes discípulos não perderam, de todo, o alvo que eles sabiam o Senhor tinha para eles. O Senhor tinha-os mandado para o outro lado, e eles persistiram no seu propósito, ainda que não fizessem progresso!

Temos um exemplo desta verdade, na vida de Paulo, em Actos 23:11. O Senhor disse-lhe que ele havia de testificar em Roma. Por tudo quanto se seguiu: prisão, tribunais, alvoroços, tempestades, etc., Paulo nunca perdeu essa certeza nem largou a promessa do Senhor, que ele de qualquer maneira havia de chegar a Roma.

Uma vez possuidor de uma promessa do Senhor, o crente pode firmar-se nela, ainda que os montes sejam transportados para o meio do mar!

No meio da sua confusão, medo e fadiga, naquela noite, o Senhor apareceu por cima do mar. A Sua Presença, a Majestade do Seu andar, a maravilha do Seu domínio sobre ventos, ondas, o Seu «Tende bom ânimo», tudo isso devia ser maravilhoso para os Seus discípulos; devia ser uma grande lição de confiança e de fé, mais uma vez, de que o Senhor Jesus nunca chega tarde.

Mas, com tudo isso, e com tudo quanto podemos receber de tal manifestação do Seu Poder e Glória, creio que os discípulos receberam uma lição ainda mais maravilhosa.

Pedro queria ter a certeza de que era o Senhor, de modo que exclamou «...Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas!». O Senhor responde com uma só palavra «Vem!» (Mt.14:28).

Pedro desce do barco para ir ter com Jesus. Ora Pedro estava acostumado ao mar, mas não a andar por cima dele! Cheio de fé põe os pés sobre as águas, e maravilha das maravilhas, começa a andar! Mas Pedro nunca o tinha experimentado e as ondas eram alterosas e o vento forte, e o Senhor ainda estava a alguma distância dele. O vento assopra ainda mais fortemente, e Pedro cambaleia com as ondas debaixo dos pés; começa a ter medo, a perder a fé, e os pés a afundarem-se nas águas. Ele clama ao Senhor e o Senhor estende a Sua Mão e o segura (o que prova que Pedro já tinha andado bastante!)

Sim, uma outra lição de fé para Pedro e os outros discípulos: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?».
Temos pensado em como Pedro voltou para o barco?
Estavam a alguma distância dele, e a Palavra diz que subiram para o barco.
Estou certo de que o Senhor não levou Pedro nos braços! Havia de andar. Foi o mesmo mar, no mesmo temporal, com o mesmo vento (só quando subiram para o barco é que o temporal parou) mas sem cair, sem medo e com toda a confiança.
A única diferença, mas a enorme diferença, era que tinha a sua mão segura na Mão do Senhor! Foram juntos para o barco. Sim, a lição mais maravilhosa era que os discípulos tinham um Senhor que dominava sobre terra, mar e ar, e o Senhor nos diz «...Sem Mim nada podeis fazer» (Jo.15:5).

Nós, como os discípulos, talvez saibamos que temos um Salvador Todo-Poderoso, Aquele que tem todo o poder no céu e na terra.

É bom termos tal visão do Senhor, que já pôs todas as coisas debaixo dos Seus pés. Pedro tinha-a, mas, ainda assim, ia para o fundo, falhava. Pode ser que nós, com esse conhecimento, ainda falhemos quando vêm os temporais.

Conhecimento, não basta; precisamos da experiência, da união com o Senhor. Assim, ligados com Ele, onde a «ida» tem sido tempestuosa, cheia de medo, cambaleando e caindo, a «volta» será segura, vitoriosa, no poder d'Aquele que morreu por nós. Senhor Jesus não tira as provações, dá-nos vitória nelas. 

Autor: Frank Smith

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